Ansião é um concelho rural de tradição histórica, cujas origens remontam aos tempos pré-históricos, e dizem-nos que há 190 milhões de anos todas estas terras estavam submersas.
O concelho de Ansião tem ocupação humana desde os tempos mais remotos, prova disto são os vestígios encontrados em vários sítios deste concelho.
Neolítico
Exemplo: Sepultura da Fonte Santa (freguesia de Ansião), em 1866 foi encontrada uma sepultura com seis facas de sílex, uma placa de xisto e um percutor.
Proto–História
Exemplo: Monte de Figueiró (freguesia de Santiago da Guarda), castro romanizado.
Romano
Exemplo: Solar dos Condes de Castelo Melhor (freguesia de Santiago da Guarda), encontrou-se vestígios de ocupação romana sob esta edificação. Na construção da Torre foram utilizados materiais romanos.
Árabe
A presença árabe é nos dada através da toponímia, vocábulos como Alvorge e Alcalamouque, são prova dessa presença. Parte deste concelho está inserido numa zona geográfica, muitas vezes citada em textos do século XII – XIII, como sendo a Ladeia, que correspondia a uma faixa de terras despovoadas. Funcionava como uma fronteira movediça, ora pertencia aos cristãos ora aos mouros.
Três das freguesias. Avelar, Chão de Couce e Pousaflores, faziam parte, desde 1514 (data do foral concedido por D. Manuel I a cada uma delas), das chamadas “Cinco Vilas e Arega” (Aguda, Avelar, Chão de Couce, Maças D. Maria, Pousaflores e Arega). Existe em cada uma delas pelourinhos, símbolo do poder jurisdicional. Em 1836, dá-se a extinção das “Cinco Vilas e Arega”, passando estas três freguesias para o Concelho de Chão de Couce, até 1855, altura em que este foi dissolvido e as freguesias começaram a fazer parte do concelho de Figueiró dos Vinhos. Em 1895 deu-se, novamente, a sua integração no Concelho de Ansião.